
Rondonópolis
Juquiá
Nos tempos antigos a humanidade se reunia em torno da fogueira para contar histórias. Desse modo, ritualizavam suas memórias para nunca mais esquecer os sonhos e transmitiam-nos através da oralidade, das pinturas rupestres, dos grafismos nos corpos, tecidos e das cerâmicas. O humano é um ser coletivo que gosta de compartilhar os relatos e precisa disso.
O maior cultivo que podemos fazer é entender nossas histórias, que cada pequena porção delas tem sua importância e estamos entrelaçados através das mais diversas narrativas.
Assim ancoramos e fortalecemos a cultura de um lugar. Há pelo menos 6 mil anos, rastros e vestígios de habitantes foram encontrados no sítio arqueológico Ferraz Egreja, onde hoje é a cidade da gente, Rondonópolis. Do pequeno povoado que emerge em 1902 com a vinda de Manoel Rodrigues dos Santos e outras famílias, muitos caminhos foram traçados. Poucos anos depois, em 1907, chegam
as expedições telegráficas do marechal Cândido Mariano Rondon. Em 1915, a localidade do Rio Vermelho recebeu setenta famílias que vinham com muita esperança e força de trabalho, semeando memórias. E, em 1918, Otávio Pitaluga reescreve mais uma página do livro da futura cidade quando propõe a mudança do nome para Rondonópolis,
em homenagem a Rondon. Quantos capítulos não é mesmo? E continua ainda, em 10 de dezembro de 1953 nossa cidade conquista sua emancipação política, o que nos presenteia com duas efemérides comemorativas oficiais, 1918 e 1953.
Sertanista, engenheiro militar que tinha em seu sangue a ancestralidade dos Boe-Bororo pela linhagem materna e dos Guará pela linhagem paterna, Rondon – o grande marechal que emprestou seu nome para nossa cidade – foi o primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), e apoiou os irmãos Villas-Bôas na campanha para a criação do Parque Nacional do Xingu. Os Bororo, ou Boe, é um dos primeiros povos originários dessa região, e seus ritos e costumes marcam fortemente a identidade da nossa cidade. Um dos ritos dos Boe-Bororo é a nominação, ou seja, um batizado para nomear a criança ao nascer. Ao dar o nome estamos afirmando nossa marca na terra, nossa passagem e nossa identidade. É um modo de dizer que somos únicos e caminharemos com a responsabilidade daqueles que nos antecederam. É uma transmissão de amor. Os alunos que pesquisaram e escreveram as histórias que vamos ler a seguir deixam dessa forma suas impressões, em poemas, contos, fanfics e relatos, documentando e fabulando igualmente. Como quem um dia se reuniu em torno do fogo, símbolo da transformação e impulso da civilização. A vida é trocar histórias. Como os Bororo, para continuar, movimentar e deixar nosso legado no mundo.


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